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Produtor segue orientações técnicas e melhora resultados na produção leiteira

08/10/2020 - Edvânia Peregrini/Governo do Tocantins

Técnicos do Governo do Tocantins, lotados no Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), vêm recebendo capacitações periódicas da Embrapa, referente ao projeto de transferência de tecnologia Balde Cheio em Rede. Com a aplicação prática dos conhecimentos teóricos nas chamadas Unidades Demonstrativas (UDs), eles estão mudando hábitos em propriedades rurais que se dedicam à pecuária leiteira, fazendo com que os produtores tocantinenses tenham mais ganhos em sua atividade.

Desenvolvido pela Embrapa Pesca e Aquicultura, o projeto Balde Cheio, além de trabalhar com tecnologias que visam uma maior e melhor produção leiteira, foca na gestão da propriedade; mostrando aos produtores a viabilidade técnica e financeira da pecuária de leite.

No Tocantins, o projeto é coordenado pelo zootecnista Claudio Barbosa e desenvolvido por nove técnicos, sendo quatro do Ruraltins, dois da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural de Palmas (Seder), dois do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Tocantins (Senar Tocantins) e um de consultoria privada. Ao todo, eles coordenam oito UDs e fazem assistência em mais cinco propriedades.

Com relação à aplicação prática, a extensionista do escritório local de Nova Olinda, Milena Alves da Silva, que coordena a Unidade de Referência Tecnológica de pecuária de leite, localizada na Fazenda Ipê, no município, conta como tem melhorado a produção do senhor José Moraes da Silva.

A assistência ao produtor começou no final do ano passado, com a ordenha manual de 20 vacas leiteiras e o cultivo de milho e cana-de-açúcar para garantir a alimentação animal. “Começamos o trabalho de assistência na propriedade do senhor José há cerca de 10 meses e o nosso desafio maior foi a alimentação dos animais. A alimentação era baseada em pastagem sequeira, a propriedade não possui irrigação, e os animais, na seca, só comiam cana-de-açúcar com ureia triturada e concentrada no cocho. Hoje, no período de seca, os animais que estão em lactação comem silagem de milho, uma média de 30 kg por dia. Com isso, o produtor alcançou uma produção razoável de leite, em uma média de 15 litros por dia na ordenha manual”, relata a extensionista.

Com a ajuda da família, o produtor conta, no momento, com 17 vacas, destas, 10 em período de lactação. Isso permite, ao senhor José, a produção de 150 litros de leite por dia, que é comercializado na cidade por R$ 1,50 cada litro, oferecendo à família a oportunidade de faturar cerca de R$ 4.500 por mês.

Para 2021, o planejamento do produtor, com o acompanhamento e orientação técnica do Ruraltins, é intensificar a produção de leite a pasto com a instalação de um sistema de irrigação para o cultivo de capim Mombaça. “Queremos implantar o sistema de irrigação pelo menos na primeira área que é de 1,7 hectare. A nossa intenção é produzir mais com a intensificação na pastagem”, reforça o produtor.