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Capacitação de técnicos visa fortalecer a cadeia produtiva do leite dentro da agricultura de baixa emissão de carbono

09/07/2019 - Amanda Oliveira/Governo do Tocantins

Profissionais do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins) recebem capacitação no 4º módulo do Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC/Leite). A capacitação acontece até o dia 10 de julho, em Araguaína, a 384 km de Palmas,  sendo uma continuação dos módulos anteriores como meta do convênio firmado entre o Ruraltins, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e demais parceiros.

O módulo que trabalha as tecnologias do Projeto Balde Cheio, tem carga horária de vinte horas, com aplicação de conteúdos teóricos no auditório do Sebrae, além da parte prática em uma Unidade de Referência Tecnológica, no município de Filadélfia. A capacitação de mais de 20 técnicos do Ruraltins, bem como da iniciativa privada, deverá ser multiplicada com a implantação das tecnologias nas propriedades rurais.   

A técnica do Ruraltins, Ana Clara Bohnen, explica que o ABC Leite é um projeto voltado para as tecnologias do Plano ABC dentro das temáticas do leite. “A proposta do ABC/Leite é produzir leite e pasto, de forma sustentável, atento às questões da baixa emissão de carbono. As tecnologias dos módulos são definidas conforme a demanda dos técnicos, sendo que em cada módulo abordamos temas variados dentro da temática do leite ”, destaca.

De acordo com a extensionista, Marla Guedes, que participa do curso, a capacitação intensifica a produção de leite beneficiando o produtor rural de forma eficiente. “Esse projeto é de fundamental importância para a consolidação da cadeia produtiva do leite para o estado do Tocantins, onde o produtor será o principal beneficiado com o uso eficiente de sua propriedade” afirma.

O analista da Embrapa, Claúdio França Barbosa, afirma  que a inserção do Balde Cheio, na programação do módulo, ampliou a carga horária, de doze para vinte horas, para atender mais profissionais da área. "Percebemos que as metodologias do Balde Cheio, que antes preconizavam uma carga horária de somente doze horas,  precisavam aumentar, por isso inserimos vinte horas, e agora mais técnicos se voluntariam a aprender. Dessa forma iniciamos os trabalhos do Balde Cheio no Tocantins”, disse.  

Segundo ainda o analista da Embrapa, nessa conciliação é esperado um resultado mais efetivo, embora não seja em todo o Estado, na região do Bico do Papagaio, Araguaína, o médio Araguaia, Colmeia e Couto Magalhaes, priorizada neste momento por ser a região maior produtora de leite do Tocantins. “Acredito que haverá a expansão do projeto do Balde Cheio, em conjunto com ABC Leite, que já é executado no Tocantins, porém o projeto depende de mais de recursos, de fomento para que venha acontecer no sudeste do Estado e na região central”, enfatiza.

Para o inicio de 2020, as Instituições envolvidas esperam  articular com os municípios, laticínios e outras empresas, uma contra partida, no sentido de mobiilizar instrutores para outros módulos.

Realizadores

São realizadores do módulo de capacitação o Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, 
(MAPA), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Secretaria da Agricultura, Pecuária e Aquicultura (Seagro), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e
Pequenas Empresas (Sebrae) e Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do (FAET)

Plano ABC

O Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC) é uma iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em parceria com os Estados e Municípios. O ABC visa aumentar o número de produtores rurais que utilizem técnicas sustentáveis. Para atingir esse objetivo, esses órgãos trabalham em conjunto para capacitar multiplicadores do plano nos Estados.

Nesse sentido, estimula a redução das emissões de carbono no setor agropecuário, como forma de cumprir os compromissos assumidos pelo Brasil na Conferência do Clima da ONU (COP 15). Ele baseia-se em tecnologias como o sistema de plantio direto, recuperação de pastagens degradadas, fixação biológica de nitrogênio no solo, plantação de florestas comerciais e tratamento de resíduos de animais.

A abrangência do Plano ABC é nacional e seu período de vigência é de 2010 a 2020, sendo previstas revisões e atualizações em períodos regulares não superiores há dois
anos, para readequá-lo às demandas da sociedade, novas tecnologias e incorporar novas ações e metas, caso se faça necessário.