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Pesquisa mostra potencial do sorgo para produção de bioenergia

09/04/2018 - Lúcia Brito/Governo do Tocantins

O sorgo é uma cultura que tem várias aplicações, sendo muito utilizado na alimentação animal, na forma de grãos ou como silagem. Ampliando as possibilidades de uso do vegetal, estudos mostram que, por meio de programas de melhoramento genético, o sorgo pode ser uma alternativa para a produção de biocombustível.

Nesse contexto, o Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), em parceria com programa de Mestrado em Agroenergia da Universidade Federal do Tocantins (UFT), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e empresas privadas, desenvolve trabalhos de pesquisa para avaliar o potencial de cultivares de sorgo melhorado, objetivando a produção de energia.

De acordo com o extensionista do Ruraltins, Hélio Sousa, duas cultivares testadas despontam para atender a essa finalidade: o sorgo sacarino, com suas características semelhantes à cana-de-açúcar, com colmos suculentos, altos teores de açúcares fermentescíveis, podendo ser aproveitado tanto o caldo, quanto o bagaço para a produção do etanol, e o sorgo biomassa, com aproveitamento da planta inteira na produção de energia. Planta essa que pode atingir até seis metros de altura.

“Essa produção de energia já é fato, pois as destilarias de álcool colocaram dentro de suas estruturas uma usina de bioeletricidade, que é a produção de energia gerada a partir da queima da biomassa. Então, o sorgo entra nesse mercado, no período de entressafra da cana-de-açúcar, como uma alternativa de matéria-prima para a produção de etanol, pois é uma cultura de ciclo rápido, de 100 a 150 dias, com alta produtividade que varia de 100 a 150 toneladas por hectare, tudo dentro daquilo que o agricultor pode fazer. Além disso, o sorgo pode ser utilizado em substituição a madeira, com queima direta para aquecimento de fornos e caldeiras de empreendimentos como cerâmica, laticínios, frigoríficos e esmagadora de soja”, avalia o extensionista.

Hélio Sousa ressalta que o resultado desse trabalho poderá ser comprovado pelos produtores rurais na unidade experimental, implantada no Centro Agrotecnológico de Palmas, onde ocorrerá, de 8 a 12 de maio, a Agrotins 2018.  “O que vamos mostrar é mais uma alternativa de renda para o produtor, que, em vez de produzir o sorgo somente para a alimentação animal, ou somente para a produção de grãos, agora tem esse viés, como forma de fornecer essa matéria-prima para a queima em outros tipos de empreendimentos”, finaliza.