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Carta em defesa das mulheres é entregue a autoridades de Miracema

04/04/2018 - Iranilde Gonçalves/Governo do Tocantins

Buscando promover e valorizar ainda mais as mulheres, o Instituto de Desenvolvimento Rural do Estado (Ruraltins), a Defensoria Pública Estadual (DPE), em parceria com a Colônia de Pescadores Profissionais e Artesanais Z-16, do município de Miracema e Tocantínia (Copemito ), protocolaram, no último dia 26, a “Carta das Mulheres”, junto aos poderes executivo e legislativo do município. A Carta é resultado de uma ampla discussão, que partiu do Ato de Reflexão ao dia internacional da mulher, “8 de março”, data comemorativa e dedicada exclusivamente às mulheres.

De acordo com Carina Jéssica, extensionista rural do Ruraltins de Miracema, a Carta foi assinada por cerca de 150 pessoas, entre homens e mulheres, além dos representantes das instituições parceiras, a exemplo da Colônia de Pescadores Profissionais Artesanais Z-16 de Miracema do Tocantins e Tocantínia (Copemito), da Defensoria Pública do Estado e do próprio Ruraltins.

“Aqui no município de Miracema, e acredito que em todo o País, é grande o numero de mulheres que precisam de uma atenção especial. Nós do Ruraltins, temos um importante papel no que diz respeito às questões de inclusão social e defesa dos direitos, neste caso, das mulheres, sejam da zona rural ou urbana. Por isso, o conteúdo da Carta conta com diversas demandas sugeridas pelas mulheres de Miracema, que participaram das discursões. Entre as reivindicações estão: o pedido para a criação de lei municipal de proteção e defesa da mulher, com a instituição e o aparelhamento do Conselho Municipal da Mulher; disponibilização e manutenção de uma casa de apoio e acolhimento da mulher, vítima de violência ou em condições de vulnerabilidade; a garantia de cotas de exames de ultrassonografia, mamografia e ressonâncias magnéticas, via Sistema Único de Saúde (SUS); mais vagas em creches para que as mães possam trabalhar; criação de um centro comunitário voltado para as políticas públicas de atendimento da mulher, que possibilite a educação em direitos da mulher numa perspectiva de igualdade de gênero; disponibilização de cursos profissionalizantes gratuitos, a fim de promover a geração de emprego e renda para as mulheres; acesso a linhas de crédito de baixo custo, além de espaços de educação e lazer para as mulheres e seus filhos”, frisou a extensionista, acrescentando que estará, juntamente com a sociedade civil e outras organizações, lutando para que as reivindicações não fiquem só no papel, que sejam de fato implementadas.

Fotos e informações: colaboração de Cléo Oliveira / Ascom DPE-TO