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Visita técnica encerra modulo de capacitação do Plano ABC

08/03/2018 - Lúcia Brito/Governo do Tocantins

Dentro das ações de capacitação continuada do Plano ABC – Agricultura de Baixa Emissão de Carbono, com foco no sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), extensionistas do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins) participaram, nesta quinta-feira, 8, de uma visita a Chácara São Francisco, localizada no Projeto de Assentamento São João.

Na oportunidade o produtor, Romilton Brito da Paixão, dono da propriedade, falou sobre sua experiência relacionada ao plantio do açaí consorciado com a mandioca, além de mostrar as técnicas utilizadas quanto ao manejo correto e o combate as pragas e doenças.

“Uma vez que o açaizeiro, só começa a dar retorno após o terceiro ano, seu cultivo de forma única deve ser bem analisado. Nós optamos pelo plantio integrado para propiciar uma renda nesse período", disse, acrescentando que no futuro pretende investir comercialmente no processamento do açai.  

Capacitação

A capacitação continuada no âmbito da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), aconteceu  em Porto Nacional, no campus do Instituto Federal do Tocantins (IFTO), de 6 a 8 de março. A ação é fruto de uma parceria entre Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Ruraltins, com duração de três anos, envolvendo cerca de 60 extensionistas rurais, de todo estado, atendendo ao convênio n° 817962/2015.

De acordo com a gerente do setor agropecuário, do Ruraltins, Ana Clara Bohnen, essa capacitação  foi voltada à implantação e condução de sistemas de produções integrados envolvendo culturas perenes, tanto as árvores florestais quanto as frutíferas.

“Estamos no terceiro módulo de capacitação continuada. No primeiro abordamos o componente agrícola, no segundo o componente animal, ou seja, a pecuária, e neste terceiro vamos abordar o componente florestal, exemplificando de que forma cada um deles é trabalhado no sistema integrado. Neste curso tivemos  a presença de dois produtores falando das suas experiências, os desafios, as dificuldades e os benefícios, a partir do momento que resolveram adotar o sistema integrado, na propriedade deles”, disse a gerente.  

Ana Clara acrescenta ainda que durante o módulo foram apresentadas diversas alternativas que podem ser utilizadas dentro do processo de integração, a exemplo das espécies frutíferas, os sistemas agroflorestais, a integração lavoura-pecuária-floresta, como alternativa ao desmatamento e o pagamento por serviços ambientais.

“Nosso objetivo é mostrar aos técnicos envolvidos no projeto que o componente florestal, dentro da integração, não precisa necessariamente ser o eucalipto, que é a espécie mais utilizada, mas que há outras possibilidades e culturas das diversas formas. O importante é que cada técnico avalie, na região onde se encontra, o grau de tecnologia que o produtor tem acesso, o mercado, se o produtor está plantando algo que vai comercializar, se vale a pena, a questão do preço desse produto. São pontos que devem  ser levados em consideração ao escolher o componente florestal adequado para cada um dos produtores assistidos por ele”, frisa Ana Clara, complementando que seja qual for a espécie  utilizada, a ideia é que o produtor, principalmente o da agricultura familiar, tenha uma fonte de renda extra integrada com a atividade dele, seja na agricultura ou pecuária. 

“É muito importante que o produtor faça a escolha do componente florestal de forma planejada, junto com o técnico, para que sejam avaliados os mais diversos fatores. Por isso, nossos técnicos estão sendo capacitados, para auxiliar o produtor a fazer uma melhor escolha”, conclui.

O extensionista do Ruraltins, em Sitio Novo, Eurípedes Marinho Costa, achou pertinente a temática, já que o sistema produtivo apresenta um grande crescimento. “Sou engenheiro florestal e participo há um ano dessa capacitação continuada. O tema foi muito oportuno e interessante, pois sabemos que o sistema produtivo vem crescendo bastante, e essa integração é mais que necessária, sendo uma alternativa bem viável”, pontuou.  

De acordo com o pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura, coordenador técnico da capacitação, Deivison Santos, o objetivo do módulo foi apresentar novidades e dar enfoque para as culturas perenes.

“Procuramos trazer algumas novidades como alternativas que podem ter potencial aqui para o estado, tanto na parte de cultivos frutíferos, quanto para fins madeireiros. Desse modo procuramos trazer pessoas que pudessem contribuir com suas experiências”, disse.

Realização

A capacitação é uma atividade da Rede ILPF. A realização é da Embrapa junto com o Ruraltins e a Secretaria do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária (Seagro). Apoiaram a empresa Zoofértil e o campus de Porto Nacional do Instituto Federal do Tocantins (IFTO).