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Extensionistas participam de capacitação com foco na produção integrada envolvendo árvores florestais e frutíferas

02/03/2018 - Lúcia Brito/Governo do Tocantins

Técnicos do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins) participam de 6 a 8 de março de mais uma etapa da capacitação continuada do Plano ABC – Agricultura de Baixa Emissão de Carbono, com foco no sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). O módulo acontecerá no auditório do Instituto Federal do Tocantins (IFTO) das 8h às 17h.

A ação é fruto de uma parceria entre Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Ruraltins, com duração de três anos, envolvendo cerca de 60 extensionistas rurais, de todo estado, atendendo ao convênio n° 817962/2015.

De acordo com a gerente do setor agropecuário, do Ruraltins, Ana Clara Bohnen, essa capacitação será voltada à implantação e condução de sistemas de produções integrados envolvendo culturas perenes, tanto as árvores florestais quanto as frutíferas.

“Estamos no terceiro módulo de capacitação continuada. No primeiro abordamos o componente agrícola, no segundo o componente animal, ou seja, a pecuária, e neste terceiro vamos abordar o componente florestal, exemplificando de que forma cada um deles é trabalhado no sistema integrado. Neste curso também vamos ter a presença de dois produtores falando das suas experiências, os desafios, as dificuldades e os benefícios, a partir do momento que resolveram adotar o sistema integrado, na propriedade deles”, disse a gerente.  

Ana Clara acrescenta ainda que durante o módulo serão apresentadas diversas alternativas que podem ser utilizadas dentro do processo de integração, a exemplo das espécies frutíferas, os sistemas agroflorestais, a integração lavoura-pecuária-floresta, como alternativa ao desmatamento e o pagamento por serviços ambientais.

“Nosso objetivo é mostrar aos técnicos envolvidos no projeto que o componente florestal, dentro da integração, não precisa necessariamente ser o eucalipto, que é a espécie mais utilizada, mas que há outras possibilidades e culturas das diversas formas. O importante é que cada técnico avalie, na região onde se encontra, o grau de tecnologia que o produtor tem acesso, o mercado, se o produtor está plantando algo que vai comercializar, se vale a pena, a questão do preço desse produto. São pontos que devem  ser levados em consideração ao escolher o componente florestal adequado para cada um dos produtores assistidos por ele”, frisa Ana Clara, complementando que seja qual for a espécie  utilizada, a ideia é que o produtor, principalmente o da agricultura familiar, tenha uma fonte de renda extra integrada com a atividade dele, seja na agricultura ou pecuária. 

“É muito importante que o produtor faça a escolha do componente florestal de forma planejada, junto com o técnico, para que sejam avaliados os mais diversos fatores. Por isso, nossos técnicos estão sendo capacitados, para auxiliar o produtor a fazer uma melhor escolha”, conclui.

Prática

A programação do curso, conta com parte teórica e visita técnica no campo. No encerramento, dia 8, no período da tarde, os participantes vão conhecer a Chácara São Francisco, localizada no Projeto São João, onde o produtor adotou um sistema de integração com frutas.A capacitação é uma atividade da Rede ILPF. A realização é da Embrapa junto com o Ruraltins e a Secretaria do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária (Seagro). Apoiam a empresa Zoofértil e o campus de Porto Nacional do Instituto Federal do Tocantins (IFTO).