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Ruraltins avalia atividades de assistência técnica e extensão rural

06/11/2017 - Iranilde Gonçalves/Governo do Tocantins

Com o objetivo de atender as ações de monitoramento e avaliação previstas no Plano Plurianual (PPA), bem como conhecer os resultados dos serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) oficial, o Governo do Estado, por meio do Instituto de Desenvolvimento Rural (Ruraltins), ouviu, por amostragem, 150 produtores rurais, entre os meses de agosto e setembro, atendidos pelos 91 escritórios das sete regionais do órgão em todo Estado. O levantamento buscou dados capazes de determinar a satisfação desse público, beneficiado pela Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) e também as condições de trabalho das unidades locais, sob a ótica dos servidores.

Para medir a qualidade dos serviços prestados aos agricultores, foram aplicados questionários, onde os beneficiários consideraram entre ótimo e bom os seguintes itens: orientações prestadas 83%; Metodologia utilizada pelos técnicos 89%; Frequência do atendimento 59%; Soluções apresentadas aos agricultores 81%; Orientações na área ambiental 66%; Orientações na área social 20%; Orientações na área de comercialização 73%; e quanto ao financiamento, 69% disseram ter acesso às linhas de créditos, especialmente via Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf).

Os dados levantados apontaram ainda que 40% dos agricultores atuam na área da pecuária e 31% da agricultura, sendo que 58% das famílias têm entre 3 e 5 membros e 14% delas contam com filhos de até 12 anos. Ainda como parte da monitoria e da avaliação, 69% dos agricultores entrevistados se declararam satisfeitos com os serviços do Ruraltins, 24% insatisfeitos e 7% não responderam. No geral, 31% dos agricultores sugeriram melhorias nas condições de trabalho dos técnicos, no que se refere à infraestrutura.

Quanto às condições de trabalho, os servidores também foram ouvidos, considerando entre bom e regular os seguintes dados: quantidade de frota 59%; Manutenção dos veículos 56%; disponibilidade de combustível 76%; equipamento de informática 59%; manutenção 36%; condições gerais de instalação dos escritórios 42%; mobiliário 53%; quadro de servidores por escritório 55%; e conhecimento profissional dos técnicos para atender as demandas dos agricultores 86%.

De acordo com o gerente de mercado do Ruraltins, Gilberto Marques de Paula, o monitoramento e avaliação das atividades são ações obrigatórias dentro do PPA. “É imprescindível que toda instituição queira saber os resultados de suas ações para buscar melhorias no atendimento ao público-alvo. Nós temos uma responsabilidade muito grande em dar retorno à sociedade das nossas obrigações enquanto instituição pública. Portanto, considero a avaliação um passo essencial para crescermos e melhorar nossos serviços prestados”, comentou o gerente, completando que a monitoria será repetida nos anos seguintes, para que seja possível analisar a evolução de satisfação dos produtores em cada município e também a melhoria das condições de trabalhos dos servidores em suas unidades de trabalho.

O presidente do Ruraltins, Pedro Dias, ressaltou que, pela primeira vez, o órgão realiza esse tipo de monitoria. “O que fizemos foi uma avaliação interna das nossas ações para que possamos, enquanto Governo, buscar cada vez mais ofertar serviços de qualidade aos nossos agricultores, público prioritário. Essa ação, considerada inédita, nos permite uma autoavaliação, nos incentiva a continuar lutando para melhorar ainda mais os serviços de Ater, e a percorrermos o caminho certo para o fortalecimento, não só das famílias rurais, como também do Ruraltins, no que diz respeito às condições de trabalho, disponibilizando carros novos, móveis, computadores, entre outros, a exemplo do que foi feito recentemente”, frisou o presidente, reforçando que a ação é um marco zero, que, enquanto gestor, é preciso sempre ouvir aqueles que são beneficiados pelas ações de governo, por isso, conta, na instituição, com um planejamento estratégico, onde há interação entre as diretorias, técnica e administrativa, regionais e chefes das unidades locais, para o bom desenvolvimento das atividades.

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